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Não passa dia em que eu não seja confrontado com a questão das carroças. Não bastasse a desinformação sobre o que aprovamos na Câmara: fim gradativo das carroças, com várias condicionantes, há coleguinhas, até do partido, indo nas comunidades, tentando faturar os desavisados, mostrando a planilha de votação, dizendo que eu, Adeli, votei contra os carroceiros etc e tal.
Não votei contra os carroceiros. Votei a favor da vida, dos seus filhos, de uma nova vida para eles, para os cavalos, para o trânsito.
Eu não quero que os carroceiros e carrinheiros vivam sempre nesta miséria de catar papel, quando o dever da prefeitura é recolher, ensinar o povo a separar e reciclar, dando condições de pessoas fazerem a triagem não em apenas 14 galpões mas em 30, em tempo integral, com uma vida decente, fazendo com que os que não encontrem trabalho ali possam ser reciclados para o mundo do trabalho.
Falta gente para trabalhar em várias profissões e afazeres. Como falta ao governo coragem para abrir um “escola para o mundo do trabalho”, não um prédio, mas cursos em parceria com a iniciativa privada, sindicatos, associações, clubes de mães, ONGs etc. Um bom exemplo é o que faz o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Porto Alegre, atualmente em parceria com os empresários e o Senai, infelizmente sem ajuda da prefeitura.
Eu vou lutar por isto como sempre.
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